Texto de em 17 de julho de 2009 . Nenhum comentário.

postado por Rafaé.

Sentado ali, no meio fio, não tinha noção de quanto tempo se passara. A visão era embaralhada, fora de foco, e a musa (ou não) ainda lá, parada. Imaginou-se indo até ela, tentando um primeiro contato: “e aí, vai pegar qual ônibus?”. Não. Não era uma boa idéia. Com certeza não conseguiria caminhar sobre a reta que os unia. Em meio a essa indecisão, foi dominado por uma tremenda ânsia. Parou, respirou, e foi. Logo foi vencido pelo desejo incontido de seu corpo: o de permanecer na horizontal. Caiu a menos de dois metros do amor eterno. Vomitou, praguejou e dormiu ali, sem a musa, sem conforto e com uma certeza: tubão é foda!

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