Texto de em 10 de julho de 2009 . 1 comentário.

postado por Marília.

Rafaela evitava ao máximo olhar as horas. Se ela soubesse que o tempo restante para o relógio despertar era pouco, psicologicamente já sentia os efeitos da noite mal dormida. Mesmo com a claridade que denunciava através da cortina, evitava saber. Maldita cortina. Há um ano Rafaela pensou em comprar um blackout e agora tentava dormir pensando em comprar um blackout. Começou a chover. E começou a chover tão forte que Rafaela sentiu seus pés úmidos. Maldita poça d’água. Correu pela calçada irregular em desespero. A cada poça a profundidade era maior. Até que Rafaela mergulhou com os braços esticados e escutou uma música abafada que gradativamente ficava mais nítida. 7:00.