Texto de em 11 de julho de 2009 . Nenhum comentário.

Ela disse que o nome dela era Billie Jean e eu, sem nenhuma razão em especial e não em função disso, não fui com a cara dela.
Talvez evocar o nome da personagem-título da canção do Michael Jackson possa ter parecido para ela uma ótima idéia, mas o efeito que aquela apresentação me causou só não foi nulo, porque foi mais que isso. Foi desagradável, a bem da verdade. Uma péssima forma de dizer oi. Eu estava chato, sonolento, desatento e estressado, segundo os que lá estavam, mas não foi por isso que não fui com a cara da menina, penso. Ah, e agora a maldita, a incerteza resolveu me acometer. Não. Não digo que “penso que não foi por isso que não simpatizei com ela”. Absolutamente não foi. Deve haver algum fator maior, mais determinante para tal. Alguma coisa no tom de voz, no jeito de andar, de arrumar o cabelo, de se portar, de abordar a nossa mesa, provavelmente algo assim. Aliás, antes que eu esqueça e receba indevidamente a fama de “babaca que não respeita os mortos”, faço questão de deixar claro que nada tenho, nem nunca tive nada contra o Michael Jackson. Nem quando surgiram ao longo dos anos acusações de pedofilia contra ele. Acompanhei pela mídia os acordos extrajudiciais, e julgamentos e tudo o mais, mas prefiro não me posicionar sobre o assunto. Sobre o que eu não sei, eu não falo, ou faço o máximo de esforço para falar pouco, pelo menos. O que sei com certeza é que num primeiro momento não simpatizei com a garota, e sobre isso tenho autoridade para discorrer.
Certamente que os primeiros encontros podem ser desagradáveis. Eu não me iludo com a idéia de que todos simpatizam, ou que tenham obrigação de simpatizar comigo em primeiros encontros.  Nem em segundos, ou terceiros, claro. Por que teriam, afinal? (…)