Texto de em 07 de julho de 2016 . Nenhum comentário.

debaixo do mar do mundo
sob a carne, o osso, a pele
outro imenso mar me inunda

é tant’água que me abundo
na seiva que aqui se expele,
me cava o fosso, e refunda

a sorte de cada segundo:
não sei se no abismo afogo
ou se é vida que eu fecundo.

Carolina Goetten