Texto de em 11 de outubro de 2016 . Nenhum comentário.

ela traz consigo um tanto de nuvem. uns tantos de nuvens.
pesadas, carregadas. cansada.

leva nas costas diversos sonhos, vários afazeres e uma desesperança que não lhe cabe mais, como perene tempestade-que-não-vem.

acredita que sempre se está em débito com alguém. independente, autossuficiente… balela. viver, ela diz, é assumir que existem dívidas. a várias pessoas devemos algo e a algumas muito mais. a outras, poucas, quase tudo.

mas talvez o dia brilhe de volta, moça, e saber disso é a chave para daquilo se livrar.
 
deixar desabar.
 
 
qual casamento de viúva, fazer do acúmulo um sol com uma chuva. que, finalmente, cai.
 
 
 

texto e montagem por Rômulo Candal.
fotos de Mr Noded e stimpsonjake.