Prosa-conhaque para insubordinadas

Date: junho 06,  2016
Author: carolina
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Categories: Conto, Texto Médio

Um amigo que já foi meu amante me instigou a voltar à prosa, a buscar outra vez um exercício de ordenação e coerência quase semântica de meus abismos. Eu respondi que ando afogada demais para conceber meu discurso entre parágrafos ou construir uma lógica contínua de vírgulas e pontos finais.

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nem sempre as coisas vêm mastigadas como queremos

Date: Abril 28,  2016
Author: romulocandal
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Categories: Conto, Literatura, Texto Médio

ele encosta o veículo no posto e deixa ligado, vai só comprar cigarros rapidinho. quando ameaça voltar, repara em três homens, meio-próximos, meio-separados. um velho, um igual ao velho só que novo, e um baixotinho. ele acha suspeito mas prefere não julgar cedo (odeia ser preconceituoso) e segue normalmente para o.

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A aridez de certas almas

Date: Março 21,  2016
Author: romulocandal
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Categories: Conto, Literatura, Texto Médio

Hoje a cerração veio baixa, mas o sol não rachou. Agradeci a Deus porque já tem tempo que a estiagem preocupa e se viesse sol a gente ia precisar de mais água que o normal. Eu agradeço muito a Deus. Mas o sol não rachou e no fim não era.

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Novidades, mentiras e paranoia justificável

Date: dezembro 14,  2015
Author: romulocandal
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Categories: Conto, Literatura, Texto Médio

Meu caríssimo amigo”, começava a carta. Seguia com um “Como vão as coisas por aí? Cá pras bandas de Portugal, tudo vai bem. Muito bem”.   Iniciemos este relato logo com dois parênteses, o primeiro dizendo respeito à carta em si: há anos não recebia cartas. Nunca soube, também, do hábito de.

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Viver é fatal

Date: novembro 19,  2015
Author: carolina
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Categories: Literatura, Texto Médio

A fonte tornou-se estéril; já não sou capaz de criar poemas, rir desta eterna falta de graça ou gerar vidas. Meu seios adoeceram, são carne cansada, pele em deterioração. Nada sólido me desce à garganta e por isso passei a escolher a fluidez dos líquidos, os uísques há muito guardados.

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Meia noite

Date: outubro 31,  2015
Author: Convidados
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Categories: Conto, Convidado, Literatura, Texto Médio

O som do carro tirou meu sono. Olhei no relógio: meia noite. Achei que era você chegando em casa bêbado mais uma vez. Queria que fosse, assim eu teria certeza que você veio pra mim e não pra outra. Prefiro você com cheiro de álcool que de puta. Mas essa noite é dela. Ela,.

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Muß Es Sein

Date: setembro 17,  2015
Author: Protski
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Categories: Conto, Literatura, Texto Médio

A sensação de quebrar uma vidraça é inesquecível. Num segundo uma pedra pontuda está em sua mão, no outro, misturada aos cacos e ao caos. Assistir a uma parede de vidro despedaçar nos faz lembrar de como somos frágeis. Se nossa segurança é feita por pedaços de cimento.

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Sou tão bonito que

Date: agosto 29,  2015
Author: Convidados
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Categories: Conto, Convidado, Literatura, Texto Médio

Texto por Mateus Ribeirete, Ilustração por Marceli Mengarda (...) Pois é, a essa altura você certamente já percebeu o quão bonito eu sou. E ser bonito assim, claro, traz algumas generosidades. Como quando piso em qualquer loja de roupas e os vendedores dizem "Boa tarde, em que você pode me ajudar?" —.

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Lágrimas do palhaço

Date: julho 02,  2015
Author: romulocandal
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Categories: Conto, Literatura, Texto Médio

A vida já não era fácil para Valdir antes. Desajeitado, introvertido, “esquisito” para os outros meninos da escola. Nunca era chamado para o futebol nem para lanchar junto no recreio. Também nem queria – seu melhor amigo era o walkman em que os cassetes dos Beatles não paravam de rodar..

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Pai

Date: junho 11,  2015
Author: petrini
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Categories: Conto, Literatura, Texto Médio

Uma vez fiquei devendo para o seu Zé, do açougue. Não consegui dormir por 2 semanas, apertado com a situação. Quando o seguro desemprego chegou, corri até ele com os vinte reais e cinquenta desculpas. Ele nem lembrava mais, mas eu não conseguia esquecer. O homem também tem que dar.

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