Sua

Date: outubro 26,  2017
Author: rafael
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Categories: Verso

como fosse poema, você me talha me transforma em versos belos pra você feito rima sigo torta nesse mundo que tem tudo, belez'alguma é pra mim ao redor, só a dor do que fui até o fim.   texto: Rafael Antunes ilustração: Nina.

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Poemanarco

Date: Maio 29,  2017
Author: carolina
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Categories: Verso

quis poupar palavra quando meia poesia já sozinha caminhava. - Como ousa? - ruge o verso - pôr-me em síntese, assim? fazer tão pouquinho de mim que transcendo o dicionário, que falo em francês e latim?
larga dessa, poetisa. Deixa o verso se gastar que ele não é teu pra.

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Plataforma

Date: Maio 08,  2017
Author: jadson
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Categories: Conto, Verso

Há uma plataforma que balança. Ela fica na entrada para o mar, perto do Porto do Carvão. Ali, antigamente, ancoravam navios de carga. Porém, com o passar do tempo, o pequeno porto e sua longa plataforma flutuante se tornaram um ponto turístico. Agora, só chegam e saem os barcos de.

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quadrilha em novas eras

Date: Março 20,  2017
Author: carolina
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Categories: Verso

eu tenho em amores, na vida, joão pedro joão luís e luís henrique doces, feito massa de bolo raspada à colher. só não tenho joão henrique, que eu não quero, nem luís pedro, que já não me quer. por.

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À noite

Date: Março 16,  2017
Author: petrini
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Categories: Literatura, Verso

O pai nunca gostou de contar seus sonhos ou de pagar caro nas coisas. Depois de dividir tudo, a casa, a roupa, a comida, a fé, o nome, a cor e até o nariz torto meio quebrado, guardava os sonhos dentro do cofre, assim mesmo, meio apertado com a saudade bem ao lado. Era um homem de poucos sonhos e muitas contas. Um.

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peixes

Date: julho 07,  2016
Author: carolina
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Categories: Verso

debaixo do mar do mundo sob a carne, o osso, a pele outro imenso mar me inunda é tant’água que me abundo na seiva que aqui se expele, me cava o fosso, e refunda a sorte de cada segundo: não sei se no abismo afogo ou se é vida que eu fecundo. Carolina.

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Os mais frágeis tapetes do mundo

Date: Março 28,  2016
Author: carolina
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Categories: Literatura, Verso

sempre te perdi por um fio e vi voltar tua dura entrega tua áspera doçura tua instável certeza depois de tecer em afeto os fios que detive na correnteza. logo eu, tão desastrada tão sem medida sem métrica sem nó sem vírgula teci tantos tapetes fartos, alegres, florais à orla do abismo não vi manchetes nem carnavais mas eram tantos fios eram tantas estampas era um tear de.

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A cidade que não há

Date: Fevereiro 25,  2016
Author: carolina
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Categories: Literatura, Texto Curto, Verso

sinto falta, doce falta, saudosa daquela cidade imaginária onde as teias de relações não são assim tão emaranhadas de bares irregulares a que nunca fui, e não sei onde fica o banheiro de calçadas, ruas e museus todos inauditos de esquinas cruzadas pela primeira vez falta de não guardar na memória de não me contarem histórias dos outros sempre vistos conhecidos carimbados notórios no falatório.

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Mais um poema cometido

Date: agosto 03,  2015
Author: carolina
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Categories: Verso

há quem arrisque um verso ou outro exerça um lirismo versão beta e já se proclame poeta ai, moléstia inveterada! quem leu sobre leis mas é cego, iletrado em leitura do mundo já diz: sou doutor pleno e graduado do saber absoluto (e não me conteste!) presunçosa alcunha se precipitada; cada passo não passa de um teste. poeta foi Neruda, foi Drummond Cecília que se entregaram à trova com a força da.

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Cortejo à superação da pira errada

Date: Abril 23,  2015
Author: carolina
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Categories: Verso

passa pira, afasta a pira que essa pira é Curupira; ludibria e dobra a mente como dobra os próprios pés… faz zarpar vil embusteira! ô menina, não delira respira e repousa; é mentira! qu’ela zomba em teu tormento vai prum lado e quer-te invés pira errada e trapaceira pira, pira, não me mira impostora, Curupira não caio na tua armadilha. contra pés dissimulados, teço.

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