Texto de em 24 de setembro de 2016 . Nenhum comentário.

Uma freira atravessa o terminal Boqueirão, ponta a outra. Ela abre uma garrafinha de água e, no giro da tampa, derruba um pouco do líquido precioso na roupa. Sorri, gentil com o mundo e consigo, olha para baixo e faz um sinal da cruz resoluto, de quem sabe que vai para o céu. 23h15. Num banco, uma mãe e uma filha, Madalena e Helena, interrompem uma brincadeira e passam a olhar. Ela é mulher do padre? Não, meu amor; quer teu suco? É de morango? Uhum. Então quero. Falta quase meia hora para o Jardim Paranaense chegar. Ainda há tempo de partilhar o alimento, uma Pipoteca manteiga com cara de nuvem e gosto de paraíso.

 

Texto e imagem: Marco Antonio Santos

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